Franquias brasileiras no exterior crescem 37%, aponta ABF
Por Rafael Vivian Gmeiner · Publicado em 21/10/2026 às 13h39
Portugal segue como principal destino, mas Paraguai, Colômbia e México ganham espaço na estratégia das redes
As franquias brasileiras no exterior vivem o melhor momento da série histórica recente. Segundo o Estudo de Internacionalização da Associação Brasileira de Franchising (ABF), o número de operações de marcas nacionais fora do país cresceu 37% entre 2024 e 2025 e chegou a 4.194 unidades.
Hoje, 202 marcas brasileiras estão presentes em 104 países. A conta inclui todos os formatos: lojas próprias, unidades franqueadas, master franquias, desenvolvedores de área, exportação e joint ventures.
Portugal na frente, América Latina em alta
Portugal continua sendo o principal destino, com 72 marcas brasileiras e 416 operações. A língua, a comunidade brasileira e a porta de entrada para a União Europeia explicam a preferência.
O movimento mais recente, porém, aponta para a vizinhança. A ABF identifica uma janela de oportunidade na América Latina, com interesse global crescente pela região. Proximidade geográfica, logística mais simples e afinidade cultural facilitam a adaptação dos modelos, especialmente na Colômbia.
O Paraguai virou laboratório para várias redes. O Divino Fogão abriu sua primeira operação internacional em Pedro Juan Caballero, na fronteira com Mato Grosso do Sul, e recebeu o Certificado de Internacionalização da ABF, concedido em parceria com a Apex-Brasil. A Milky Moo também estreou no país em 2026.
Casos que mostram o potencial
- Emagrecentro. A rede de emagrecimento e estética projeta encerrar 2026 com quatro operações no exterior.
- CleanNew. Está entre as dez franquias brasileiras com mais operações fora do país.
- Divino Fogão. Com mais de 220 restaurantes no Brasil, planeja levar a marca a outros países da América do Sul.
Os segmentos com maior apelo internacional seguem sendo beleza, saúde e alimentação, áreas em que a identidade brasileira funciona como diferencial.
O ecossistema de apoio
A internacionalização ganhou estrutura institucional. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) firmou acordo de cooperação técnica com a ABF para promover a competitividade e a expansão externa das redes.
Durante a ABF Franchising Expo 2026, uma delegação de cerca de 30 investidores e consultores de 16 países, organizada pela consultoria Global Franchise, participou de rodadas de negócios com marcas brasileiras. A expectativa era gerar mais de US$ 10 milhões em investimentos e contratos.
Especialistas também apontam territórios pouco explorados, como os países africanos de língua portuguesa.
O que uma rede precisa antes de cruzar a fronteira
- Maturidade no Brasil. Processos padronizados, unidades rentáveis e equipe de suporte estruturada.
- Estudo de mercado. Hábitos de consumo, concorrência, custos de ocupação e regras locais.
- Modelo jurídico adequado. Master franquia, desenvolvedor de área ou operação própria, conforme o grau de controle desejado.
- Proteção da marca. Registro antes da entrada no país.
- Adaptação sem perder a essência. Cardápio, mix e comunicação ajustados ao público, mantendo o que torna a marca única.
- Governança. Indicadores, auditoria e rotina de acompanhamento à distância.
A expansão internacional também funciona como proteção. Receita em moeda forte e presença em mais de um mercado reduzem a dependência do ciclo econômico brasileiro.
Com 45 anos, é jornalista, especialista em Produção de Conteúdo. É CEO e fundador da Agência VitalCom, editor e fundador do site Mundo das Franquias; e editor e co-fundador do site Educação & tendências. Há mais de 25 anos atuando com Jornalismo e Comunicação, conta sua experiência com passagens por jornais impressos, televisão, rádio e sites, mas se estabeleceu com mais propriedade na Assessoria de Imprensa, onde já acumula 14 anos de vivência. Além disso, é produtor de conteúdo, em especial para o ambiente online, que requer técnicas de SEO, otimização de textos para melhor posicionamento nos buscadores.
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