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Camila Reginato criou a Frida Underwear como um projeto de especialização, mas, hoje, é uma das principais redes de lingeries do País

Aos 32 anos, a gaúcha, Camila Reginato, já construiu o seu império. A Frida Underwear, rede de franquias de lingeries exclusivas, além de um negócio de baixo custo, que também pode ser operado de casa, com alta lucratividade, trouxe para o mercado a disrupção do padrão de beleza feminino, com foco na diversidade de corpos, sempre tendo como base de seu negócio fortalecer as tantas habilidades e qualidades da mulher.

E tudo veio de um TCC

A Frida nasceu de um projeto para um trabalho de conclusão de pós-graduação em Gestão de Negócios Digitais, que Camila fazia Must University, da Florida, nos Estados Unidos.

Em 2017, Camila resolveu tirar o seu projeto do papel e iniciou a Frida no e-commerce. Três anos depois, em 2020, a empresária entrou com a marca no Franchising

“E dois anos depois atingimos um faturamento de mais de R$ 1 milhão, com a venda e franqueamento de lingeries exclusivas”, conta Camila, orgulhosa.

Além disso, a Frida virou parte de um livro lançado nos EUA e, posteriormente, recebeu uma obra própria, escrita por sua fundadora com o objetivo de motivar outras mulheres a realizarem seus sonhos e empreenderem.

“O sucesso da Frida foi tão grande, que recebi um convite de uma professora orientadora de banca, do mestrado em Negócios Internacionais, que fiz na Florida, Estados Unidos. Assim, a Frida virou um case de estudo do livro que ela estava escrevendo e, posteriormente, ganhou um livro próprio”, relembra a CEO.

Instituto Frida

Além disso, Camila Reginato desenvolveu o Instituto Frida, que surgiu com o objetivo de dar apoio às mulheres, que buscam desenvolvimento profissional e pessoal para transformar a própria realidade a partir do empoderamento, do fortalecimento da autoestima e do autoconhecimento, por meio de aulas exclusivas semanalmente e online.

“Muitas mulheres querem mudar de vida, mas tem medo de sair de antigos paradigmas. Sendo assim, de forma gratuita, elas podem se inscrever para receber nossos conteúdos por e-mail, em formato de vídeo, em cursos ministrados por terapeutas, que já atuam com o público feminino”, ressalta Camila.

As clientes atestam

O marketing boca a boca ainda é a ferramenta mais certeira para alavancar os negócios de uma empresa. E ele se dá a partir das boas experiências dos consumidores.

Especialmente no Pará houve um depoimento que chegou no momento mais que ideal. A cliente da Frida, Ingrid Jamile Marialva Feller, achou na franquia tudo o que ela precisava como consumidora, tanto que, posteriormente, se tornou uma modelo da edição Beachwear da marca.

“Uma coisa que me deixou apaixonada pela Frida foi a inclusão. Eu sempre entrava em sites para fazer compras, mas, principalmente com roupas, é preciso saber as medidas. Quando via nas modelos, com silicone e sem estrias, eu achava lindo, mas quando chegava, não era nada como eu havia pensado. Agora, nas peças da Frida me senti incluída e foi isso que me fez querer participar das sessões de fotos, porque eu nunca me veria como modelo. Há um tempo, eu odiava meu corpo, agora eu estou me amando”, relatou a modelo Ingrid.

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51% das franquias são gerenciadas por mulheres https://mundodasfranquias.com/51-das-franquias-sao-gerenciadas-por-mulheres/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=51-das-franquias-sao-gerenciadas-por-mulheres https://mundodasfranquias.com/51-das-franquias-sao-gerenciadas-por-mulheres/#respond Wed, 25 Jun 2025 04:29:28 +0000 https://mundodasfranquias.com/?p=508 Conheça as histórias de sete redes de sucesso fundadas e lideradas por empresárias para você se inspirar Um levantamento da ABF (Associação Brasileira de Franchising) mostra um crescimento na participação feminina no setor de franquias no Brasil, sendo 1/3 do setor liderado por mulheres. Comparando dados de 2015 a 2024, a pesquisa mostra que as mulheres agora […]

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Conheça as histórias de sete redes de sucesso fundadas e lideradas por empresárias para você se inspirar

Um levantamento da ABF (Associação Brasileira de Franchising) mostra um crescimento na participação feminina no setor de franquias no Brasil, sendo 1/3 do setor liderado por mulheres. Comparando dados de 2015 a 2024, a pesquisa mostra que as mulheres agora representam 51% das colaboradoras nas redes franqueadoras e avançaram em posições de liderança.

Em 2015, as mulheres ocupavam 19% dos cargos de alto escalão. Em 2024, o número saltou para 29%. O avanço é acima da média nacional em cargos de alta liderança feminina, que se mantém em 28%.

E para encorajar a figura feminina no mundo dos negócios conheça redes fundadas e lideradas por empresárias brasileiras:

Steph Gomides, do aiqfome

Em 2007, a gama de ferramentas para fazer um pedido de comida se resumia a um único canal: o telefone. E foi em meio a inúmeras ligações malsucedidas para fazer um pedido, somada a uma dose extra de fome, que os paranaenses Steph Gomides e Igor Remigio tiveram a ideia de desenvolver um site para facilitar essa jornada.

Na época, o casal ganhava cerca de R$ 600,00 com serviços de freelancer com web designer. Batizado de aiqfome.com, o domínio reunia o cardápio online de diversos restaurantes de Maringá, no interior do Paraná. Além de ocupar o pioneirismo do seu mercado, hoje ele é o maior aplicativo de entregas do interior do Brasil e o 2° maior do país. Adquirido pelo Grupo Magalu em 2020 para atuar como uma vertical food do conglomerado, o negócio fechou o ano com de 2024 com faturamento de mais de R$2 BI.

“Essa sequência de episódios com pedidos de delivery aconteceu em 2001. Eu me lembro que isso despertou uma inquietação dentro de mim: deveria existir uma maneira mais fácil de pedir comida sem ser pelo telefone ou navegando de site em site para checar o cardápio dos restaurantes. O projeto, contudo, ficou adormecido até 2007, quando decidi retomar essa iniciativa. Na época, eu empreendia ao lado do Igor com uma agência que fazia pequenos serviços de audiovisual para restaurantes locais. No aiqfome nunca tivemos um investidor, então, desenvolvemos o negócio do zero a quatro mãos e fomos reinvestindo todo o lucro adquirido”, relembra a empresária.

Victória Medeiros, da House Forneria

Após a pizza ser o produto mais consumido pela sua família durante a pandemia, a carioca Victoria Medeiros decidiu fundar a House Forneria, em 2021, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, junto com seu marido, Thiago Quintas.

O objetivo era oferecer uma pizzaria em conceito híbrido ainda não vista no Rio de Janeiro, que oferecesse a agilidade de entregas de uma dark kitchen com o investimento em ingredientes premium de uma pizzaria gourmet.

Em um mercado do ramo do food service dominado por homens, Victória é uma das poucas mulheres em cena no mercado de pizza do Rio de Janeiro. Hoje, com cinco unidades no seu portfólio (Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Jacarepaguá, Tijuca e Copacabana), a rede investe através do sistema de Franchising.

“Tínhamos uma brincadeira em casa onde fazíamos um ranking das melhores pizzarias do Rio de Janeiro, mas nunca chegávamos em um consenso, porque faltava algo, sabe? Uma marca tinha uma entrega ágil, mas a outra tinha uma massa mais leve, enquanto uma terceira tinha coberturas mais premium. Nosso objetivo foi unir tudo isso em um negócio só. Desde o começo, já pensamos em um conceito que pudesse ser formatado e facilmente replicado como franquia e com dois anos de marca já temos a primeira franquia em operação e outras já negociadas ainda para o primeiro semestre”, conta Medeiros.

Vannessa Macena, da Mundo di Chocolate

À frente da Mundo di Chocolate, rede de franquias especializada em fondue express e outras sobremesas à base da guloseima, está a chocolatier Vannessa Macena.

Em apenas dois anos e meio, a marca fundada em Joinville já conta com 50 unidades em oito estados diferentes e faturamento de R$ 9 milhões. Mas, quem presencia o rápido crescimento do negócio não imagina que a empresária largou a carreira de nadadora profissional, ainda na juventude, para trabalhar com chocolate para pagar uma dívida. Foi no seu 1° emprego em um quiosque de chocolate, em um shopping local, que ela foi fisgada pelo mundo da gastronomia.

“Minha história com o chocolate vem de família. Isso porque, quando meus pais se mudaram de São Bernardo do Campo (SP) para Joinville (SC) e decidiram empreender, investir em um quiosque de chocolate foi uma mera oportunidade. Na época, o shopping local onde estavam procurando ponto, comentou que faltava uma loja com doces e meu pai decidiu desenvolver uma marca de chocolate. Logo, eu nasci e cresci ao redor desse universo. Na adolescência, fui nadadora profissional e achei que iria seguir nessa profissão, mas precisei trabalhar nos negócios da família para pagar uma dívida e acabei me apaixonando por esse universo. Hoje, 24 anos depois, meus pais estão divorciados e a sociedade foi desfeita, mas sigo em um caminho solo à frente da minha própria rede de franquias”, comenta a empresária e chocolatier Vannessa.

Luana Cabral, da Luah Semijóias

Após ser demitida em 2012 da joalheria Vivara onde era gerente em duas lojas, Luana Cabral encontrou uma luz no fim do túnel. Para abrir o seu próprio negócio, a tocantinense precisou usar o dinheiro da sua rescisão e vender o seu carro, no valor de R$ 26 mil, para dar os primeiros passos com a Luah Semijoias.

“Quando eu estava na joalheria, as lojas que eu gerenciava estavam sempre entre as TOP 10 de performance no ranking do Brasil, então, é claro que a demissão me pegou desprevenida. Em paralelo a tudo o que estava acontecendo profissionalmente comigo no Maranhão, minha mãe empreendia como revendedora de semijoias desde a minha infância, em Tocantis. Logo, quando eu pensei em traçar meus próximos passos, empreender com semijoias foi o caminho mais óbvio. Mas, eu queria ir além do varejo, investindo em uma rede com revendedoras autônomas, formato que eu vi funcionar na minha família desde que eu era pequena e que incentivava outras mulheres”, conta Luana.

Hoje, a rede conta com dois formatos de negócios para os investidores: a microfranquia Home Office em que a franqueada começa trabalhando em casa e, após um ano, inaugura a sua loja; e o Premium, que já inicia a operação com uma loja física estrutura para atender o varejo e as revendedoras da região.

Sálua Bueno, a frente do Amélie Crêperie e Juliette Bistrô

Em 2014, quando decidiu investir no negócio gastronômico, com apenas 32 anos, a carioca reuniu todas as suas economias para abrir o Amélie Crêperie, no Shopping da Gávea, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A falta de experiência no setor, contudo, a fez gastar o dobro do previsto. Com os ajustes necessários, o bistrô francês começou a se tornar um negócio próspero, chegando a faturar R$ 200 mil por mês. Em 2016, veio a 2ª unidade, dessa vez no Barra Shopping, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Um ano depois, a marca expandia novamente, abrindo sua 2ª unidade na Zona Sul, no Botafogo Praia Shopping, e 3ª da rede.

O negócio já era sustentável e estava em um bom ritmo quando veio a pandemia, em março de 2020. Com o decreto de lockdown, a rede ficou com o faturamento zerado por alguns meses até conseguir se reestruturar e operar por delivery. Além do apoio financeiro do Pronampe, o negócio ainda precisou de outros dois empréstimos para sobreviver nesse período, que somados chegaram à quantia de R$ 2 milhões.

Em 2021, a carioca recebeu um convite do Shopping Rio Design Leblon para tirar uma segunda ideia de negócio do papel: o Juliette Bistrô. A rede de bistrôs de gastronomia internacional oferece o mesmo conceito de charme acessível da sua marca mãe, mas com uma culinária mais diversa e um ambiente inspirado na arquitetura art déco de grandes cidades cosmopolitas.

O projeto foi bem-sucedido, ganhando até uma 2ª unidade no Casa Shopping, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O Amélie Crêperie cresceu e se uniu ao Grupo Arcca, holding de franqueadoras multimarcas com forte DNA de tecnologia e gestão. O modelo de negócio de restaurante otimizado e compacto, requer um investimento inicial a partir de R$650 mil. O objetivo agora é expandir a marca para outros estados, como interior de São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais e Distrito Federal.

Arlete Wolfram, do Porto do Sabor

Arlete Wolfram, começou a preparar lanches saudáveis na cozinha do seu apartamento, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, como opção de merenda para a escola das crianças. E o que começou com uma atitude de zelo pela saúde dos seus pequenos, em pouco tempo ganhou fama e adeptos no colégio. Assim, nasceu o Porto do Sabor, rede especializada em refeições e lanches saudáveis, que conta com 37 unidades espalhadas pelo Rio de Janeiro.

Hoje, mais de 25 anos depois do start despretensioso na casa de Arlete, o negócio segue familiar, sendo conduzido pela fundadora, juntamente com seus filhos. E os planos da marca carioca seguem audaciosos rumo à expansão pelo sistema de Franchising, com meta de fechar 50 unidades pelo estado do Rio.

O empreendedorismo sempre esteve no DNA de Arlete. Nascida em São Paulo, a mãe dela era dona de uma confecção e uma loja. Enquanto não estava estudando, Wolfram ajudava a sua mãe no dia a dia do negócio. Após o casamento, ela se mudou para o Rio de Janeiro e quis seguir com o legado de empreender da família, mas no ramo da alimentação. Sonho realizado em 1997, quando investiu R$ 150 mil na sua 1ª unidade do Porto do Sabor, na Barra da Tijuca.

A unidade tinha 40m² e ares de delicatessen. Mas, o pulo do gato veio quando a empresária incluiu o açaí no cardápio.

“Eu já tinha uma franquia de açaí e resolvi inserir essa opção de lanche no Porto do Sabor. Como era uma loja próxima a um colégio, o produto fez sucesso rapidamente e ganhou fama entre os alunos. Na época, minha mãe me ajudava no atendimento, então, ficamos conhecidos como “o açaí da vovó”, lembra.

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